EFEITO DA TEMPERATURA E PRESSÃO NA COMPOSIÇÃO EM ÁCIDOS GRAXOS DO ÓLEO DE SUBPRODUTOS DA ABÓBORA UTILIZANDO CO2 COMO SOLVENTE
A semente da abóbora apresenta alto teor de lipídeos (40-50%), sendo este óleo rico nos ácidos palmítico, oleico e linoleico. Além disso, a casca fornece óleo com elevada concentração de compostos ativos. Com base neste contexto, o presente estudo objetivou avaliar a composição em ácidos graxos do óleo obtido dos subprodutos da abóbora (sementes e casca) utilizando dióxido de carbono como solvente. As extrações foram realizadas variando a temperatura (20 a 40 °C) e pressão (180 a 220 bar) mantendo fixas as variáveis proporção semente:casca em 1:1 (em massa), vazão de solvente de 3 mL min-1 e tempo total de extração de 180 min. Em paralelo, a extração clássica foi realizada utilizando n-hexano e etanol como solventes. Os extratos obtidos apresentam predominância dos ácidos oleico (33,46 - 46,92%), linoleico (20,01 - 33,64%) e palmítico (14,04 – 18,33%). Na maior temperatura avaliada, 60 °C, o aumento da pressão, de 180 para 220 bar, favoreceu a extração dos ácidos oleico, araquídico e linolênico, no entanto, diminuiu a extração do ácido linoleico. As demais condições avaliadas não influenciam os teores dos demais ácidos graxos. A composição dos óleos obtidos utilizando n-hexano e etanol não apresentaram diferença entre si, no entanto, quando comparados com os óleos obtidos utilizando dióxido de carbono, constata-se diferença principalmente nos teores dos ácidos oleico e linoleico.