COMPOSIÇÃO EM ÁCIDOS GRAXOS DE ÓLEOS DE FIBRA PRENSADA DE PALMA EXTRAÍDOS COM MISTURAS DE SOLVENTES
O óleo da fibra prensada de palma destaca-se pelo seu elevado conteúdo de compostos minoritários, dentre eles, vitamina E, esqualeno e carotenoides. Para a recuperação deste óleo vegetal, a extração com solvente ou misturas de solventes, pode ser uma alternativa viável para a obtenção de minoritários e lipídeos, sem que este altere suas características, tal como sua composição em ácidos graxos. Logo, o presente trabalho possui a finalidade de investigar o efeito do uso de misturas binárias de solventes compostas por hidrocarbonetos, heptano e ciclohexano, e etanol, na composição em ácidos graxos dos óleos obtidos de diferentes extrações. Para tanto, a escolha das melhores misturas de solventes foi definida utilizando o cálculo dos parâmetros de solubilidade de Hansen e cálculo da distância soluto-solvente (Ra) entre as misturas de solventes e os solutos β-caroteno e óleo de palma. Os experimentos de extração foram conduzidos a 60 °C em um intervalo de tempo de 5 horas, e o óleo proveniente do extrato rotaevaporado foi analisado quanto à composição em ácidos graxos por cromatografia gasosa de ésteres metílicos de ácidos graxos, de acordo com o método oficial 1-62 da AOCS (2009), utilizando como padrão interno metiltridecanoato (Zenebon et al., 2008). De maneira geral, as composições em ácidos graxos dos diferentes óleos de fibra prensada de palma extraídos com solventes puros ou misturas binárias de solventes não apresentaram diferenças, destacando-se majoritariamente os ácidos graxos oleico (32,7 ± 0,1 a 33,5 ± 0,2 %), palmítico (24,8 ± 0,1 a 26 ± 1 %) e láurico (19,90 ± 0,01 a 21,94 ± 0,06 %). Dessa forma, é possível concluir que o uso de misturas de solventes não impacta negativamente na modificação do perfil de ácidos graxos do óleo de fibra prensada de palma permitindo, portanto, o seu uso para recuperação de óleos vegetais.