Otimização multivariada para determinação de cálcio e ferro em bebida de castanha de caju
Bebidas vegetais são extratos aquosos de castanhas, cereais ou outros vegetais. Essas bebidas têm sido consideradas como fonte de nutrientes, dentre eles minerais. No entanto, observa-se uma a escassez de trabalhos relacionados ao potencial de minerais nessas bebidas. Assim, o objetivo desta pesquisa foi otimizar um método analítico para avaliar os teores de cálcio e ferro em bebida de castanha de caju, adquirida no comércio de Campinas, por Espectrometria de Absorção Atômica com Chama (FAAS) e mineralização por via úmida (bloco digestor). Foi realizado um planejamento experimental do tipo fatorial completo 2^3, em triplicada, resultando em 24 ensaios para cada mineral. Foram avaliadas em dois níveis, as variáveis: volume de peróxido de hidrogênio (0 a 2 mL), volume de ácido nítrico (4 a 6 mL) e tempo de mineralização (2 a 4 horas). O ferro apresentou concentração média de 5,68±0.49mg/L. Para esse mineral, apenas o volume de peróxido apresentou efeito, implicando em acréscimo na concentração do elemento em 0,64 mg/L. Para o cálcio, a concentração média obtida foi de 44.71±2,87 mg/L, e apenas as variáveis volume de peróxido de hidrogênio e de ácido foram significativas, com incremento na concentração de cálcio, conforme o aumento dos níveis dessas variáveis. Para ambos os minerais o aumento do tempo de mineralização não implicou em alteração da concentração dos elementos, indicando que em 2 horas foi suficiente para a determinação dos minerais. Dessa forma, para a determinação de ferro e cálcio em amostras de bebida de castanha de caju foram estabelecidas as seguintes condições: 2 mL de peróxido de hidrogênio, 6 mL de ácido nítrico e 2 horas para mineralização. Assim, concluiu-se que a otimização multivariada da mineralização contribuiu para uma economia de reagentes, uma vez que se utiliza menor volume de ácido e menor tempo de análises, permitindo a avaliação simultânea de minerais.