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Microencapsulação de Bactérias Lácticas Destinadas à Fabricação de Iogurte.

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A microencapsulação de bactérias probióticas tem se mostrado uma técnica promissora que permite garantir sua viabilidade no trato gastrointestinal; podendo também aumentar sua sobrevivência durante a fermentação. Apesar das culturas starter do iogurte não serem consideradas probióticas pelos órgãos oficiais, estas são capazes de melhorar a digestão da lactose e eliminar sintomas de intolerância a esse dissacarídeo. O objetivo deste trabalho foi encapsular a cultura composta por Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus e estudar sua aplicação na fabricação de iogurte, em comparação com bactérias livres. As bactérias lácticas foram encapsuladas com alginato de sódio 2% e posteriormente inoculadas no leite que foi levado a fermentação na temperatura de 42°C até pH 4,6. O estudo da vida útil das amostras de iogurte mantidas sob refrigeração a 7°C foi analisado após 7, 15, 21, 30 e 45 dias de armazenamento, sendo analisado o pH, a acidez e a viabilidade das culturas. Ao final do armazenamento o pH das amostras de iogurtes produzidos com células livres variou de 3,9 a 4,3 com 0,76% de acidez em ácido láctico. Para células encapsuladas, o pH das amostras variou de 4,1 a 4,4 com média de 0,74 % de acidez. Tanto para as amostras produzidas com células livres quanto encapsuladas a contagem das bactérias lácticas ficou em torno de 105 UFC/mL. Verificou-se ainda que as bactérias encapsuladas levam um tempo superior de duas horas para produzir o iogurte. Entretanto, dão origem a um produto com características muito semelhantes ao original. Pode-se concluir que as bactérias do iogurte, mesmo encapsuladas, se apresentam ativas durante a fermentação, podendo a microencapsulação ser utilizada como ferramenta para o preparo destas culturas.