Influência do pH de precipitação na obtenção de concentrado proteico de amêndoa de castanha de caju
Proteínas vegetais são alternativas para o público que evita alimentos de origem animal na sua dieta. A amêndoa da castanha de caju (ACC) apresenta aproximadamente 25,6% de proteínas e na elaboração de concentrado proteico, pode-se alcançar mais que 50%. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do pH de precipitação na obtenção de concentrado proteico de ACC. Elaborou-se uma farinha de ACC triturando e desengordurando a amêndoa em Sohxlet por 12h com hexano, seguido de secagem em estufa a 80ºC/1h, moagem e peneiramento (60 mesh). O concentrado foi obtido por precipitação das proteínas no ponto isoelétrico usando solução de HCl. Utilizou-se farinha de ACC e água na proporção de 1:15 m/v, em quatro tratamentos, com pHs 3,0; 3,5; 4,0 e 4,5. Os sistemas ficaram sob agitação por 15min e após centrifugação (1600g/30min), o precipitado foi seco em estufa a 60ºC/15h e moído para homogeneização. Foram realizadas análises de proteínas e os resultados comparados por análise de variância e teste de Tukey (5%). No concentrado com melhor rendimento proteico, foram determinadas capacidade de absorção de água (CAA), de óleo (CAO) e formação de espuma (CFE). Os teores de proteínas (base seca) para os pHs de 3,0; 3,5; 4,0 e 4,5 foram respectivamente de 56,12%, 57,21%, 58,56% e 58,30%, sendo que no pH 4,0 o valor foi significativamente superior que nos pHs 3,0 e 3,5, não diferindo do pH 4,5. Os resultados para CAA foi de 185,08%, para CAO foi de 105,66% e não houve formação de espuma. Conclui-se que nos pHs de 4,0 a 4,5 o rendimento proteico é melhor e o concentrado obtido pode ser usado no preparo de alimentos líquidos devido a sua capacidade de absorção de água e não formação de espuma, como também em alimentos de base lipídica, por sua capacidade de absorção de óleo.