ÍNDICES DE QUALIDADE DE AZEITE DE OLIVA EXTRAVIRGEM BRASILEIROS
O azeite de oliva extravirgem (AOEV) é utilizado em grande escala na culinária de muitos países e seu uso agrega valor nutricional e sensorial às preparações culinárias. A portaria do MAPA/Brasil Nº 419/2010 garante a qualidade do azeite por meio de índices estabelecidos para cada classificação de azeite. Neste trabalho, foi analisada a qualidade de seis amostras brasileiras (BR1 a BR6) e duas amostras portuguesas (PT1 e PT2, para fins de comparação) de AOEV através dos seguintes índices de qualidade: acidez, peróxido, p-anisidina, e dienos e trienos conjugados. Os índices de acidez, peróxido e p-anisidina, bem como os teores de dienos e trienos conjugados foram analisados conforme métodos oficiais da American Oil Chemists' Society (AOCS, 2012). O índice de acidez apresentou valores próximos de 0,20%, com exceção das amostras BR3 com 0,04% e BR6 com 0,11%, mas todas amostras bem abaixo do máximo permitido pela legislação (1,59%). Para dienos e trienos conjugados, todas as amostras apresentaram valores abaixo do permitido pela legislação (2,50 e 0,22, respectivamente). Variando, em dienos, de 1,86±0,01 (PT1) a 2,36±0,01 (BR6) e, em trienos, de 0,13±0,01 (BR3) a 0,22±0,01 (BR1). Os índices de peróxido (mEq O2/kg) e de p-anisidina apresentaram valores diversos onde, para peróxido, o maior foi de 11,9±0,12 (BR2) e o menor de 5,87±0,01 (PT2), com todas as amostras abaixo do limite máximo permitido pela legislação (20,0 mEq O2/kg). Para p-anisidina, o maior valor foi de 11,6±0,23 (BR4), e o menor de 4,64±0,11 (BR1), estando todas as amostras dentro do encontrado na literatura para óleos vegetais (menores que 20). Portanto, os azeites analisados apresentaram índices adequados, que conferem qualidade aos AOEVs brasileiros, que foram também similares aos apresentados pelos azeites portugueses, analisados em paralelo. A continuidade do estudo da composição química dos azeites brasileiros irá contribuir para determinar seus padrões de identidade e qualidade.