IDENTIFICAÇÃO E QUANTIFICAÇÃO DE CAROTENOIDES E CAPACIDADE ANTIOXIDANTE EM FLORES DE CAPUCHINHA (Tropaeolum majus L.)
A aplicação de flores comestíveis, como é o caso da espécie capuchinha, em preparações culinárias tem como objetivo melhorar não somente o aspecto sensorial, mas também seu valor nutricional, uma vez que estas possuem compostos fitoquímicos, que desempenham importante papel na manuntenção da saúde. Contudo, o teor destes compostos pode variar conforme a variedade da flor de capuchinha utilizada. Portanto, o objetivo deste trabalho foi identificar e quantificar os carotenoides, bem como mensurar a capacidade antioxidante em três variedades de flores de capuchinha: vermelha, alaranjada e amarela. A indetificação dos carotenoides presentes nas flores foi realizada por HPLC-DAD, e a quantificação por espectrofotômetro. A análise da capacidade antioxidante foi realizada pelo método radical ABTS. Para análise dos dados utilizou-se Anova seguida pelo teste de tukey (p<0,05). O único carotenoide encontrado, em todas as variedades, foi a luteína, com valores médios de 1291,03 ± 110,32 para a variedade vermelha, 989,76 ± 34,83; para alaranjada e 2239,40 ± 220,65 µg de luteína·g-1 de flor em base úmida para a amarela. Sendo que a variedade amarela apresentou maior média seguida pelas variedades vermelha e alaranjada que não diferiram entre si (p>0,05). Já a capacidade antioxidante foi 11,57 ± 1,44; 10,97 ± 4,27; 10,81, ± 0,69 µmol de trolox·g-1 de flor em base úmida para as flores vermelhas, alaranjadas e amarelas, respectivamente (p>0,05). Desta forma, pode-se inferir que a flor de capuchinha é fonte de luteína, composto que ingerido diariamente apresenta vários benefícios a saúde, além de poder ser empregada como um não nutriente em alimentos com alegações de propriedades funcionais. Ainda, mesmo a luteína sendo um potente antioxidante esta não influenciou de forma significativa na capacidade antioxidante.