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Extração e quantificação de ácido ascórbico presente em resíduos agroindustriais

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Os resíduos de processamento de frutos como as cascas, sementes, bagaço e caroço são compostos por fibras, minerais, vitaminas e outros compostos antioxidantes úteis para suprir as necessidades fisiológicas humanas, mas, na maioria dos casos esses subprodutos são desperdiçados, acabam gerando problemas ambientais e elevados gastos para as agroindústrias. Com isso, o objetivo deste trabalho foi extrair e quantificar o teor de ácido ascórbico em casca de mamão que são subprodutos de agroindústria utilizando diferentes extratores. As cascas de mamão cedidas por uma agroindústria foram liofilizadas em liofilizador K108 (Liotop, Brasil), moídas em moinho analítico A11 Basic Mill (Ika, Brasil) e mantidas congeladas a -8ºC. Para a extração do ácido ascórbico foram testados água destilada, ácido oxálico e ácido metafosfórico. A farinha de cascas foi homogeneizada em mixer com 50 mL do agente extrator, mantida em agitação por 60 minutos, seguida pela filtração e centrifugação. O sobrenadante foi recolhido para a quantificação de ácido ascórbico, adotando-se a metodologia oficial titulométrica (AOAC, 1984) com modificações de Benassi e Antunes (1988). Como resultado, a extração utilizando o ácido oxálico 2%, ácido metafosfórico 5% e ácido oxálico 1% não apresentaram diferenças significativas a 5% de probabilidade sendo classificados como melhores extratores, seguido pelo ácido oxálico 0,5% e H2O destilada como os menos eficientes para a extração do composto, como observado por Campos e colaboradores (2009) no estudo realizado com vegetais, onde a água mostrou ser menos eficiente na extração de ácido ascórbico em comparação a outros reagentes. Diante disso, tem-se que o subproduto agroindustrial estudado apresenta ácido ascórbico nos teores de 2,541 a 2,786 mg/g farinha quando foram utilizados os extratores ácido oxálico nas concentrações de 2% e 1% e ácido metafosfórico na concentração de 5%, os quais podem ser utilizados na extração da vitamina de forma mais eficaz que a água.