Extração de compostos bioativos do subproduto do processamento de aspargo utilizando água subcrítica
O aspargo (Asparagus officinalis L.) apresenta elevados teores de compostos bioativos em sua composição e para extração deste compostos pode ser aplicada água subcrítica, visando reduzir o consumo de solventes orgânicos e obter alta eficiência na extração. Neste contexto, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a extração de compostos bioativos de subprodutos de aspargo utilizando água em condições subcríticas. Para este propósito, experimentos foram conduzidos em unidade experimental operada em modo semi-contínuo, mantendo as variáveis temperatura, pressão e vazão fixas em 120 °C, 100 bar e 3 mL/min, respectivamente, obtendo a cinética de extração até 120 min. Amostras foram coletadas em intervalos de tempo pré-estabelecidos (10, 20, 30, 45, 60, 75, 90, 105 e 120) e analisadas em relação ao teor de compostos fenólicos totais (CFT) e atividade antioxidante pelos métodos de poder de redução do ferro (FRAP) e DPPH (2,2-difenil-1-picril-hidrazil). Os resultados obtidos indicam que é possível obter elevados teor de CFT e atividade antioxidante (FRAP) em apenas 10 min de extração, sendo obtido 77 e 71%, respectivamente, dos valores alcançados em 120 min. A atividade antioxidante por DPPH apresentou menor eficiência de extração, obtendo 37 e 68% dos valores obtidos em 120 min nos tempos de 10 e 75 min, respectivamente. Ao final da extração (após 120 min) obteve-se 996,91 mg de CFT/100 g de amostra e atividade antioxidante por FRAP e DPPH de 1431,76 e 540,71 µmol/g de amostra, respectivamente. A comparação dos rendimentos obtidos com a extração conduzida à baixa pressão indicam a obtenção de aumento de 50,13; 47,43 e 494,25% para CFT, FRAP e DPPH, respectivamente.