CINÉTICA DA SECAGEM CONVECTIVA DE RESÍDUOS DO PROCESSAMENTO DE PHYSALIS (Physalis peruviana)
Pequenos frutos, como a physalis, são comumente consumidos in natura, contudo, para aumentar a vida útil e agregar valor, podem ser processados para produção de sucos, polpas, geleias e doces. Após o despolpamento, boa parte dos resíduos, constituídos principalmente por cascas e sementes da fruta, podem representar um problema tecnológico, pois os mesmos são descartados, apesar de apresentarem potencial para elaboração de outros produtos. Como forma de aproveitamento desses resíduos, o objetivo deste trabalho foi avaliar a cinética de secagem dos resíduos, bem como ajustar diferentes modelos matemáticos aos valores experimentais de razão de umidade. Os frutos congelados de physalis, adquiridos de produtor local, após descongelamento, seleção e sanitização, foram submetidos ao processo de despolpamento. Os resíduos obtidos dessa etapa foram dispostos em secador elétrico com recirculação de ar forçado a 65 °C até massa constante. Realizaram-se pesagens em intervalos regulares utilizando balança semi analítica. As curvas obtidas foram expressas em umidade (base seca) em função do tempo (minutos). As curvas para modelagem foram adimensionalizadas e expressas em razão de umidade (RU) por tempo (min). Para a obtenção dos parâmetros foram feitos ajustes matemáticos utilizando os valores experimentais pelos modelos de Lewis, Page e Henderson e Pabis através da análise de regressão não-linear, utilizando o programa Statistica 10.0. Os critérios de avaliação dos modelos foram o coeficiente de determinação (R2) e o desvio quadrático médio (DQM). O tempo total do processo foi de 420 minutos e a umidade final foi de 4,12% (base úmida). De acordo com os resultados obtidos, observou-se que, de todos os modelos avaliados, Page foi o modelo que predisse o processo de secagem dos resíduos do despolpamento de physalis, pois apresentou o maior valor de R2 (0,9933) e o menor valor de DQM (0,00001) nas condições estudadas.