CARACTERIZAÇÃO DE CONCENTRADO PROTEICO OBTIDO DE CASTANHA DE CAJU
As amêndoas de castanha de caju (ACC) quebradas durante o beneficiamento, apesar de manterem seu valor nutricional, possuem menor valor comercial. Nesse trabalho realizou-se a caracterização de concentrado proteico obtido de ACC quebradas como forma de valorização desse subproduto. O concentrado proteico foi obtido por redução do pH até ponto isoelétrico das proteínas, seguido de centrifugação e secagem em estufa a 60°C por 15 horas. Como controle, utilizou-se uma proteína texturizada de soja (PTS) comercial, do tipo média clara. Analisou-se atividade de água, cor, teor de proteína, capacidade de absorção de água (CAA) e de óleo (CAO). Os resultados foram avaliados por análise de variância e teste F. O concentrado de ACC e a proteína de soja apresentaram respectivamente, atividade de água de 0,28 e 0,50; proteínas em base seca de 54,45 e 55,10%; umidade de 5,13 e 7,81%; CAA de 218,08 e 362,70%, CAO 122,47 e 120,29%. Pela análise de variância, o concentrado de ACC teve menor atividade de água, umidade e CAA do que a PTS, e o mesmo teor de proteínas e CAO. Para cor, os resultados foram L* 63,74, a* 2,68 e b* 21,76 para o concentrado de ACC e L* 74,50, a* 4,88, b* 28,32 para a PTS, caracterizando o concentrado como mais escuro e mais acinzentado que a PTS. Considerando que o teor de proteínas do concentrado de ACC atende a legislação brasileira (> 40% de proteína para denominação de produto proteico de origem vegetal), ele pode ser utilizado na formulação de alimentos.