BOAS PRÁTICAS DE MANIPULAÇÃO E QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE AMOSTRAS DE ÁGUA E DE ALFACE DE RESTAURANTES DE MACAÉ-RJ
Alguns estabelecimentos prestadores de serviços de alimentação têm se tornado fonte de doenças transmitidas por alimentos (DTAs). Este fato se deve a processamentos que subestimam o fator qualidade, além da falta de cuidados com as boas práticas de manipulação. O objetivo deste estudo foi avaliar as condições higiênico-sanitárias de restaurantes “self-service” utilizando como estratégia a observação das Boas Práticas de Manipulação e realizando análises microbiológicas em amostras de água e de alface destes estabelecimentos. Para isso, foi aplicado um questionário para averiguação das não conformidades e avaliação das práticas de trabalho e dos aspectos higiênicos e sanitários vigentes. Paralelamente foi realizada a determinação do Número Mais Provável (NMP) de coliformes totais e termotolerantes, em ambas as amostras, seguida de pesquisa de Salmonella sp e de Staphylococcus aureus em alface. De acordo com as respostas obtidas com o questionário, das 45 falhas encontradas nos 6 restaurantes avaliados, 37,78% foram relacionadas a erros do manipulador, 26,67% aos itens relativos às instalações, 15,55% à documentação, 6,67% à frequência de limpeza e na organização e conservação dos utensílios, 4,44% a erros na higienização dos alimentos e 2,22% no controle de pragas. Com relação às análises microbiológicas, apenas um restaurante ficou fora dos padrões de potabilidade da água, enquanto quatro, dos seis estabelecimentos, apresentaram amostras de alface com contagem de coliformes termotolerantes acima do limite exigido. Além disso, observou-se a presença de Staphylococcus sp nas amostras de alface. Em função dos riscos que esses patógenos representam para a saúde dos consumidores, torna-se importante a adoção de medidas de controle em todas as etapas da cadeia de produção para que haja uma melhoria na qualidade higiênico-sanitária dos estabelecimentos, visando a segurança e a qualidade dos produtos oferecidos à população de Macaé-RJ e, com isso, diminuir os surtos de doenças transmitidas por alimentos (DTAs) nesta cidade.