AVALIAÇÃO SENSORIAL DE AMOSTRAS COMERCIAIS DE NÉCTAR DE PÊSSEGO
Na cadeia produtiva do pêssego há grandes perdas de matéria prima devido a sua alta perecibilidade. Uma alternativa encontrada pela indústria alimentícia para a redução dessas perdas foi a produção de néctar, este produto passa por processos peculiares de cada empresa acarretando diferentes características sensoriais. O objetivo deste trabalho foi analisar sensorialmente seis amostras de néctar de pêssego comerciais quanto a aceitação sensorial, ideal de doçura e intenção de compra. A análise sensorial foi realizada com 120 provadores sendo 74,16% do sexo feminino e 25,84% masculino, com faixa etária entre 18 e 60 anos. As seis amostras foram adquiridas em comércio local das cidades de Inconfidentes – MG e Atibaia – SP, sendo devidamente codificadas e apresentadas de forma monádica aos provadores em cabines individuais à temperatura ambiente e em quantidade de aproximadamente 10 mL. Foi utilizado o delineamento em bloco completo balanceado. Através dos resultados obtidos pela ANOVA/teste Tukey, verificou-se que as amostras A e C, apresentaram maior média de aceitação para os atributos aparência (7,35 e 7,46) e impressão global (6,68 e 6,77), diferindo estatisticamente das demais amostras ao nível de 5% de significância. As amostras A, C e E apresentaram maior média (7,05; 6,99 e 6,77 respectivamente) para aroma. As maiores médias para sabor (6,55) e textura (6,70) foram atribuídas à amostra C, sendo a mais aceita em todos os atributos avaliados. A amostra E apresentou resultados mais próximos de zero (-0,017), ou seja, com teor de doçura mais próximo do ideal, porém não diferindo estatisticamente das demais amostra (p≥0,05). A amostra C apresentou maior frequência de intenção de compra positiva (“certamente compraria” e “provavelmente compraria”) totalizando 48,33%. As amostras das marcas líderes de mercado, ao contrário do que se esperava, não foram as que tiveram melhor aceitação sensorial no teste cego para néctar de pêssego realizado.