AVALIAÇÃO DE ATIVIDADE ENZIMÁTICA DE CICLODEXTRINA GLICOSILTRANSFERASE COMERCIAL IMOBILIZADA EM SÍLICA DE POROSIDADE CONTROLADA POR MÉTODO DE LIGAÇÃO COVALENTE
As ciclodextrinas (CDs) são oligossacarídeos cíclicos constituídos de seis (α-CD), sete (β-CD), oito (γ-CD) ou mais unidades glicopiranosil, produzidas a partir do amido com a enzima ciclodextrina glicosiltransferase (CGTase). A imobilização enzimática pode ser empregada para redução dos custos de produção de CDs, visto que a imobilização possibilita uso contínuo e repetido da enzima, evitando a solubilização e perda enzimática. Este trabalho objetivou imobilizar CGTase comercial (Toruzyme® 3.0L) em sílica de porosidade controlada através do método de ligação covalente e aplicá-lo na produção de CDs. A imobilização por ligação covalente foi conduzida em solução enzimática livre contendo 0,2 mL de enzima Toruzyme® e 4,8 mL de tampão bicarbonato de potássio 100 mM, pH 10, adicionando 1 g da sílica modificada, sendo a suspensão resultante incubada por 24 h a 4 ºC. Foi feita redução em solução de NaBH4 (4 mg/mL), por 30 min a 4 ºC. A sílica foi filtrada e lavada com água e tampão citrato de sódio 10 mM, pH 6, seca e guardada em dessecador. Nas condições otimizadas, a CGTase comercial imobilizada através da ligação covalente apresentou rendimento de imobilização enzimática de 48,44%. Após 24 horas de reação, a quantidade produzida de β-CD pela CGTase imobilizada por ligação covalente foi de 10,65 mM, valor próximo a produção de β-CD pela enzima livre no mesmo período (11,96 mM). A vantagem da técnica de imobilização por ligação covalente é que a ligação enzima-suporte é mais forte, de modo que não há perda para a solução mesmo na presença de substratos ou soluções de alta força iônica. A técnica de imobilização avaliada é simples, o suporte a base de sílica tem custo reduzido e a enzima imobilizada tem boa performance. O aumento no rendimento de produção de CDs obtido nesta pesquisa viabiliza o emprego de CGTase imobilizada para aplicações industriais.