70455

AVALIAÇÃO DA COMPOSIÇÃO CENTESIMAL DA FARINHA DA CASCA DE BANANA PRATA

Favoritar este trabalho

O processamento de frutas e vegetais tem crescido anualmente, gerando grandes quantidades de resíduos com potencial de aplicação em produtos de maior valor agregado. Os resíduos de frutas, em especial os da Musa sp, são facilmente disponíveis e contêm substâncias bioativas, carboidratos e fibras com interesse alimentício. Assim, este trabalho teve como finalidade desenvolver uma farinha de cascas de banana Prata madura (estágio 7) e avaliá-la quanto a sua composição centesimal. As cascas de banana foram imersas em solução de ácido cítrico, processadas em liquidificador e congeladas. Posteriormente, foram descongeladas, drenadas e secas em estufa (60 °C / 24 h). Após secagem, foram trituradas e padronizadas em tamanho. A farinha das cascas de banana foi analisada quanto aos teores de umidade pelo método gravimétrico com emprego de calor a 105 °C, proteína pelo método de Kjeldahl, lipídeos pelo método de Soxhlet, carboidratos totais em glicose, cinzas por incineração a 550 °C e fibra alimentar solúvel e insolúvel pelo método enzimático-gravimétrico, de acordo com a Association of Official Analytical Chemists. Os valores para umidade, proteína, lipídeos, carboidratos, cinzas, fibra alimentar solúvel e insolúvel foram: 6,48%; 8,00%; 13,49%; 20,04%; 6,99%; 3,01% e 42,04%, respectivamente. Como observado pelos resultados, as cascas apresentaram alto teor de fibras alimentares, principalmente a fração insolúvel, e carboidratos. Relatos na literatura demonstram que as cascas de banana contêm teores de nutrientes maiores do que sua polpa. Desta forma, elas podem ser consideradas fontes alternativas de nutrientes, podendo ser usadas para várias aplicações alimentícias, desde a elaboração de novos produtos a tecnologias inovadoras de conservação de alimentos.