ANÁLISES BROMATOLÓGICAS DA FARINHA DE Tenebrio Molitor, UMA NOVA ALTERNATIVA DE ALIMENTO
ANÁLISES BROMATOLÓGICAS DA FARINHA DE Tenebrio Molitor, UMA NOVA ALTERNATIVA DE ALIMENTO
MORAES, J.F¹, DUARTE-AMABILE, J.M.²
¹UNIVAG- Mato Grosso, [email protected]
²UNIVAG- Mato Grosso, [email protected]
A adição de proteínas na dieta é utilizada frequentemente devido à necessidade de aminoácidos essenciais não produzidos pelo corpo, que devem ser supridos pela dieta. Em 2013, a Food and Agriculture Organization (FAO) divulgou um relatório incentivando a criação de insetos e seu consumo na alimentação humana. Este trabalho avaliou a qualidade bromatológica da farinha de larvas do Tenébrio. As colônias do Tenébrio foram produzidas em bandejas plásticas, cobertas por tecido do tipo organza para evitar a fuga dos insetos e favorecer a aeração delas. O substrato de criação foi composto pela própria dieta do inseto, a qual era composta de grãos com elevado teor de proteína (aveia, trigo e levedo de cerveja), sendo que a fonte de umidade era mandioca crua. Os insetos foram mantidos em sala climatizada a 25±2ºC, UR de 70±10% e em escuro constante. As larvas foram processadas por branqueamento e secagem em estufa de circulação forçada a 60oC, para depois serem trituradas em liquidificador previamente higienizado e sanitizado. Os resultados obtidos pelas análises bromatológicas em extrato seco de Tenébrio, mostraram em media: 46,8% de proteína bruta, 37,3% de lipídios, 1,2% de fibra bruta, 2,8% de minerais, e por diferença 11, 9% de carboidratos. Quando comparados à carne magra com medias de 21 a 22% de proteína, 1 a 2% de gordura, 1% de minerais e menos de 1% de carboidratos, nota-se que a larva do inseto é bem mais nutritiva, despontando-se assim um grande potencial alternativo para adição desse produto na dieta humana no Brasil.
Órgão Financiador: UNIVAG
Palavras-chave: alimento proteico, insetos comestíveis, proteína animal