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PARÂMETROS BIOQUIMICOS E NÍVEIS HEPÁTICOS DE RETINOL E α-TOCOFEROL EM RATOS WISTAR SUPLEMENTADOS COM AZEITE DE DENDÊ

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O azeite de dendê utilizado na culinária da região nordeste é considerado uma das principais fontes de β-caroteno. Além disso, possui tocotrienois que pode ser um substituto economicamente viável ao alfa-tocoferol. Portanto, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito da suplementação de óleo de dendê em ratos Wistar sobre o perfil lipídico plasmático e os níveis de hepáticos de retinol e α-tocoferol. Para tanto, 20 ratos Wistar machos (45 dias) foram distribuídos em dois grupos: grupo controle (GC) e grupo azeite de dendê (GD). Os animais receberam a dieta comercial (Presence – Purinas ®) e água ad libitum. O azeite de dendê foi ofertado por gavagem (1ml/kg). O GC recebeu água destilada. Após 4 semanas os animais foram anestesiados e o plasma coletado para determinação de glicemia (GL), triglicerídeos (TG), colesterol total (CT) e HDL e VLDL. O fígado foi retirado para quantificação de gorduras totais e dosagens de retinol e alfa-tocoferol. O teste estatístico utilizado foi o teste t seguido de Tukey com nível de significância de 5%. A GL, CT, TG e VLDL elevaram-se e o HDL reduziu no GD indicando dislipidemia comparada ao GC (p<0,05). No GD ocorreu aumento da deposição de gordura e de retinol hepático, com redução do α-tocoferol comparado ao GC (p≤0,05). Estudo similar utilizando óleo fonte de β-caroteno (óleo de buriti) em ratos verificou aumento de deposição de retinol hepático e redução nos níveis de TG, CT e HDL (AQUINO et al., 2015). Sendo assim, não é apenas a quantidade de β-caroteno dos óleos que devem ser analisados, os efeitos dos seus lipídeos também podem interferir diretamente no perfil lipídico, como observado no presente estudo. Baseados dos resultados, conclui-se que o consumo do azeite de dendê induz aumento das reservas de retinol hepático e dislipidemias em ratos.