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COMPOSIÇÃO FÍSICO-QUIMICA E CARACTERIZAÇÃO DO MATERIAL LIGNOCELULÓSICO DO CACHO DE DENDÊ (elaeis guineenses)

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As matérias primas lignocelulósicas são fontes renováveis encontradas em abundância na natureza. Estas são fontes de hexoses e pentoses com potencial uso para a produção de álcool combustível, produtos químicos e produtos para a alimentação. Neste trabalho foi feita uma avaliação das características físico-químicas e químicas do cacho do dendê in natura. O cacho de dendê foi submetido às etapas de lavagem em água corrente, secagem em estufa de recirculação a 105ºC durante 4 horas e moagem. Parte do material moído foi separada nas frações grossa (60 mesh), média (28 mesh) e fina (fundo). O cacho de dendê foi analisado quanto ao teor de umidade (968.11 - AOAC, 2000); cinzas (938.08 – AOAC, 1997); proteínas, empregando-se a técnica de Kjeldahl (940.25 – AOAC, 1997); lipídeos (963.15 - AOAC, 2000); celulose, hemicelulose e lignina utilizando o aparelho digestor (TECNAL, Modelo TE – 149), pelo método de Van Soest (1967). As frações foram analisadas quanto a teor de lipídeos e celulose, hemicelulose e lignina. Foi aplicado o teste de Tukey em nível de 5% de significância (=0,05) para comparação dos resultados. Não houve diferença significativa no teor de lipídios entre o cacho e as frações, porém observou-se o maior valor para a fração fina (9,4%). Também não houve diferença significativa para celulose e hemicelulose, sendo que, a de tamanho médio apresentou maior teor de celulose (44,7%). Quanto ao teor de lignina a amostra média apresentou o menor valor (10%), com diferença significativa em relação ao cacho e a amostra fina. Portanto, percebe-se que amostra média pode ser utilizada de maneira mais eficiente em processos biotecnológicos para obtenção de açúcares, por apresentar maior teor de celulose e menor teor de lignina.