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A esfiha tem origem sírio-libanesa e foi trazida ao Brasil por imigrantes árabes. Podem ser abertas (formato circular) ou fechadas (formato triangular) No Brasil é muito consumida por jovens e adultos, principalmente as de carne e de frango, durante o intervalo laboral ou escolar. Geralmente são fabricadas com farinha de trigo branca, assim, visando melhorar nutricionalmente esfihas de carne, este trabalho objetivou substituir a farinha de trigo branca pela integral. Foram testadas três formulações: tradicional (100% farinha branca), 50% (50% farinha branca e 50% integral) e integral (100% farinha integral). Foi feito um único lote de recheio de carne para os três tipos de esfihas. A análise sensorial foi desenvolvida com 284 provadores não treinados que receberam uma amostra de cada tipo de esfiha e as avaliaram quanto a cor, textura, sabor e avaliação geral com escala hedônica estruturada de sete pontos, sendo 1 para desgostei muitíssimo e 7 para gostei muitíssimo. Comparando as três formulações, a esfiha tradicional obteve, em todos atributos avaliados, as maiores médias hedônicas (5,79) e a nota mais frequente foi 7,00. A esfiha 50% obteve médias de 5,39 e a nota mais frequente foi 6,00 (gostei muito), enquanto que a esfiha integral apresentou médias de 4,62 e a nota 5,00 (gostei regularmente) foi a mais atribuída. O índice de aceitação da esfiha integral foi acima de 55% e da esfiha 50%, acima de 75%. Conclui-se que a esfiha 50% obteve melhor aceitação, quando comparada à esfiha integral, podendo, assim, contribuir na melhoria nutricional deste alimento.