QUANTIFICAÇÃO DA FRAÇÃO LIPÍDICA DO AMENDOIM CRU
Sabendo-se que a determinação de lipídeos é importante para o conhecimento da composição nutricional dos alimentos, o objetivo deste trabalho foi determinar a composição lipídica do amendoim a partir de dois métodos diferentes de extração, e consequentemente, avaliar a eficiência dos mesmos. Foi utilizada uma amostra comercial de amendoim cru descascado, subgrupo selecionado, classe média, Tipo 1, da marca YOKI®, triturada em liquidificador doméstico e armazenada em embalagem hermeticamente fechada sob refrigeração até a realização das análises. A umidade foi determinada através da metodologia n. 925.10 da AOAC (1997). Para quantificação de lipídeos foram empregadas duas metodologias: método de Soxhlet (n. 920.39 da AOAC,1997) e método de Bligh & Dyer (1959). No método de Bligh & Dyer foram testados três tempos diferentes de extração: 10, 20 e 30 min. O teor de umidade foi igual a 5,74g/100g, o teor de lipídeo empregando-se o método de Soxhlet foi de 52,44g/100g e para o Bligh & Dyer foram de 46,69, 47,99 e 48,04 g/100g para os tempos de 10, 20 e 30 min., respectivamente. Os dois métodos apresentaram precisão nas análises, observados pelos baixos valores de desvio padrão e de coeficiente de variação, além de não apresentarem diferenças estatísticas entre si pelo teste t (p>0,01). Sugere-se, portanto, a utilização da metodologia de Bligh & Dyer para quantificação da fração lipídica, por ser tratar de um método a frio, mais simples e rápido, com menor risco para o analista e de baixo custo, apresentando vantagens quando comparado ao método de Soxhlet.