QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE LEITE PASTEURIZADO TIPO A, TIPO B E TIPO C COMERCIALIZADOS NO MUNICÍPIO DE TAUBATÉ.
O leite possui alto teor de nutrientes e devido à sua composição, há alto potencial de desenvolvimento microbiano. A pasteurização tem como objetivo principal eliminar os micro-organismos patogênicos que possam contaminar o leite, tornando-o um produto inócuo à saúde do consumidor, além de aumentar a sua vida-de-prateleira, reduzindo as alterações microbiológicas e enzimáticas. Objetivou-se avaliar a qualidade microbiológica e atividade das enzimas peroxidase e fosfatse alcalina de leite pasteurizado tipo A, B e C comercializadas no município de Taubaté, São Paulo, durante sua vida-de-prateleira. A contagem de bactérias aeróbias mesófilas e contagem de bactérias psicrófilas realizada em 52 amostras mostraram que 4 (7,7%) amostras de leite apresentaram valores superiores ao estabelecido pela legislação em relação a bactérias mesófilas. Em relação ao teste enzimático para peroxidase, todas as amostras avaliadas apresentaram-se em conformidade com a legislação, demonstrando assim que o tratamento térmico não foi excessivo, porém uma (1,9%) amostra revelou teste positivo para fosfatase alcalina, indicando que a pasteurização do leite não foi conduzida corretamente neste caso. Conclui-se que amostras de leite comercializadas em Taubaté, São Paulo, pasteurizadas por 3 cooperativas da região do Vale do Paraíba, apresentaram qualidade microbiológica satisfatória, sendo que em 4 amostras a contagem apresentou-se ligeiramente superior ao permitido, entretanto, há que se considerar que o aumento na contagem desse grupo de bactérias poderia ter ocorrido durante a exposição do produto. Por fim, a pesquisa ressalta a importância das indústrias apresentarem um maior controle em toda a cadeia produtiva, para evitar danos à saúde do consumidor final.