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O Brasil é um dos grandes produtores mundiais de tangerina tendo sua produção superada apenas pela China e Espanha. A Paraíba contribuiu com 2% dessa produção, tendo a tangerina ‘Dancy’ a cultivar mais plantada. A falta de padronização da qualidade dessa tangerina faz com que a oferta do produto varie quanto a tamanho, coloração e limites aceitáveis de defeitos. Desse modo, o objetivo desse trabalho foi avaliar a qualidade de tangerina cv. Dancy colhidas de diferentes municípios do Território da Borborema. Os frutos de tangerineira ‘Dancy’ foram colhidos na maturidade comercial de três plantios comerciais dos municípios de Alagoa Nova, Esperança e Lagoa Seca localizados no Território da Borborema, estado da Paraíba. O delineamento foi o inteiramente casualizado, utilizando-se frutos de 3 localidades, com 25 repetições. Os frutos oriundos de Alagoa Nova apresentaram mais elevados índices de coloração nos parâmetros L* e C, com valores respectivos de 52,48 e 68,22. Frutos de maior tamanho foram os de Lagoa Seca, com comprimento e diâmetro de 59,6 e 73,4 mm, respectivamente. As médias para a massa fresca foi de 147,52g, firmeza de 32,15 N e rendimento de 48,62%. Os frutos oriundos de Esperança apresentaram maior conteúdo de Sólidos Solúveis (SS), 8,17%. Os valores médios de acidez titulável (AT) e a relação SS/AT foram, respectivamente, 0,77 g.100g-1 e 10,22. Portanto, a tangerina ‘Dancy’ produzida no território da Borborema é inserida na Classe C e com rendimento padrão de acordo com o CEAGESP.