OTIMIZAÇÃO DA RELAÇÃO MASSA/VOLUME SOLVENTE NO PROCESSO DE EXTRAÇÃO DE COMPOSTOS FENÓLICOS ANTIOXIDANTES DO BAGAÇO DESIDRATADO DE UVA ISABEL E BORDÔ (VITIS LABRUSCA)
Estudos têm relatado diversas atividades biológicas para compostos fenólicos, incluindo a capacidade antioxidante. Os subprodutos da produção do vinho são fontes de compostos fenólicos. Estes resíduos, embora sejam biodegradáveis, necessitam de um tempo mínimo para ser mineralizados, constituindo-se em uma fonte de poluentes ambientais. Os bagaços podem constituir uma forma barata de fonte de antioxidantes, que podem ser usadas na indústria farmacêutica, em cosméticos e como antioxidantes naturais em alimentos. Bagaços gerados a partir das uvas das variedades Isabel (80%) e Bordô (20%) provenientes da produção do vinho tinto, foram desidratados em estufa (80oC) e o teor de fenóis totais pelo método colorimétrico de Folin-Ciocalteau e a atividade antioxidante pelo método de seqüestro de radicais livres DPPH foram determinados. O estudo foi conduzido com o propósito de otimizar o processo de extração de compostos fenólicos antioxidantes. Foram preparados diferentes extratos utilizando-se 5,0 g do resíduo desidratado em volumes distintos de metanol (60, 70, 80 e 90 mL), em agitação por 2 horas ao abrigo de luz. O metanol foi utilizado por ser um solvente amplamente utilizado para extração de fitoquímicos. Os valores de fenóis (em mg EAG.g-1) obtidos para os diferentes extratos demonstrou que os volumes de 70 (1005,61), 80 (1023,34) e 90 mL (1110,84) foram os mais eficientes e não diferiram estatisticamente. No entanto, o uso de 90 mL resultou em atividade antioxidante (EC50 = 888,52 µg/mL) superior aos demais volumes utilizados, sendo o volume selecionado para as análises seguintes (tempo de maceração e sistemas de solventes).