LEVANTAMENTO DA QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE AMOSTRAS DE MOLHO VERDE COMERCIALIZADAS EM DUAS CIDADES DO SUL FLUMINENSE
A incidência de doenças causadas por patógenos alimentares tem aumentado nos últimos anos e se tornado um grande problema de saúde de pública. A maionese caseira é um dos alimentos manipulados mais associados a contaminações por vários microrganismos. É conhecido por molho verde a maionese caseira acrescida de ervas, disponibilizado geralmente em comércio de rua como condimento para os alimentos comercializados, é muito consumido devido as suas características sensoriais. O molho é altamente manipulado, sujeito à contaminação por microrganismos patogênicos que podem causar toxinfecções. Neste contexto, objetivou-se realizar um levantamento sobre as condições higiênico-sanitárias de amostras de molho verde comercializadas em duas cidades do Sul Fluminense - RJ, por meio de análises microbiológicas para detecção da presença de microrganismos indicadores. Foram selecionados 10 estabelecimentos que ofereciam o molho, no período entre dezembro de 2011 e maio de 2012. As amostras foram adquiridas como são oferecidas aos clientes sendo em seguida dispostas em caixa isotérmicas e transportadas imediatamente para o Laboratório de Microbiologia e Higiene de Alimentos do Centro Universitário de Barra Mansa. Foram realizados teste para Salmonella sp, estafilococos coagulase positiva e coliformes a 35ºC e a 45ºC. Para coliformes totais e termotolerantes observou-se que das 10 amostras analisadas, quatro (40%) encontravam-se fora dos padrões estabelecidos na RDC n° 12, de 2 de janeiro de 2001, não foi detectada a presença de E. coli, e apenas uma amostra (10%) apresentou-se fora do limite estabelecido pela legislação para estafilococos.Todas as amostras analisadas revelaram-se negativas para a presença de Salmonella sp.