ESTUDO DA SECAGEM E DO ESCURECIMENTO ENZIMÁTICO DO CAROÇO DE ABACATE COMO PROPOSTA DE APROVEITAMENTO INTEGRAL DO FRUTO
O abacate é um fruto de grande produtividade no Brasil e o seu caroço, por muitas vezes é descartado, necessitando de pesquisas que comprovem sua importância comercial com fins de utilização para a indústria alimentícia. Este estudo teve como objetivo avaliar condições de produção de farinha do caroço para seu aproveitamento. Foi determinada a curva de secagem em estufa de circulação forçada de ar a 60 ºC do caroço de abacate triturado com um tempo mínimo de 90 minutos para estabilização da umidade. Para obter um produto com aspecto visual de maior aceitabilidade, foram estudadas condições de inibição enzimática utilizando tratamentos isolados e combinados de branqueamento a 70; 80 e 90 ºC e imersão em soluções de ácido cítrico (0,5 a 2,0%) e ácido ascórbico (0,5 e 1,0%). Para identificação do efeito dos tratamentos no teor de compostos fenólicos, foram testadas proporções diferentes de massa da amostra e volume de etanol na extração dos compostos fenólicos. A determinação destes compostos foi realizada pelo método de Folin-Ciocalteau. Para a curva analítica, utilizou-se soluções de ácido gálico 4 a 50 µg/mL e leitura espectrofotométrica a 760 nm. Considerando os resultados dos experimentos, o de maior eficácia para o uso industrial foi obtido pelo branqueamento a 90 ºC associado à imersão das fatias do caroço de abacate em solução de ácido cítrico a 1,0%. O caroço de abacate apresentou potencial para utilização em processos tecnológicos, com ação benéfica ao organismo e garantia da sustentabilidade, devido ao menor descarte deste produto no meio ambiente.