Determinação de Aflatoxinas B1, B2, G1 e G2 em amendoins torrados e derivados “paçoca” comercializado no Rio de Janeiro
No Brasil, a produção de amendoim é de cerca de 180 mil toneladas de grãos/safra. Com isso, há um aumento na demanda de produtos industrializados que utilizem o amendoim como matéria prima, tais como os confeitos, salgadinhos e doces. A contaminação deste alimento por fungos filamentosos pode ocorrer durante o processo de formação dos grãos, colheita, secagem, transporte e armazenamento, bem como durante o manuseamento pelo consumidor. Já o produto industrializado também pode ser contaminado devido à falta de boas praticas de fabricação e armazenamento, propiciando condições de crescimento dos fungos produtores de aflatoxinas. Este trabalho teve como objetivo avaliar a ocorrencia de aflatoxinas B1, B2, G1 e G2 em 25 amostras de diferentes marcas de amendoim torrado e paçocas comercializadas no Rio de Janeiro, RJ. A amostragem foi realizada durante o período de Abril à Setembro de 2012. A metodologia utilizada para determinação foi Soares e Rodriguez-Amaya (1989), com quantificação por Cromatografia de Camada Delgada. Foi detectada a presença de aflatoxinas em 20% das paçocas de amendoim, sendo que, 16,6% das 25 amostras apresentaram concentração acima do permitido pela legislação brasileira (20 µg.Kg-1), e nenhum dos amendoins torrados. Tal fato caracteriza um problema de saúde pública e revela também a importância de haver um maior controle da matéria-prima perante aos padrões de qualidade. Desta forma, fazem-se necessários mais estudos avaliando em qual etapa tal contaminação tem ocorrido para que sejam criados pontos críticos de controle de forma a garantir a segurança de tais alimentos.