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O pequi é um fruto nativo que ocorre nos estados da Bahia, Goiás, Piauí, Ceará e Pernambuco. Apresenta aroma e sabor peculiares, sendo bastante apreciado nas regiões de ocorrência, onde é explorado de forma extrativista. Visando diversificar seu aproveitamento e agregar valor ao fruto, foi desenvolvida uma pasta a base de pequi, para ser armazenada à temperatura ambiente, para uso em torradas, bolachas, ou ainda na preparação de pratos na culinária regional. Assim, este trabalho teve o objetivo de avaliar a composição química, físico-química e física da pasta. Foram determinados a umidade, proteínas, lipídios, cinzas, pH e acidez (IAL 2005), carboidratos por diferença e valor energético total (VET), firmeza (N) e atividade de água, além dos parâmetros cromáticos (L* a* b* C* H*). A pasta de pequi apresentou como constituintes majoritários água (49,3%), carboidratos (28,2%) e lipídios (19,3%), seguidos de proteínas (1,7%) e cinzas (1,3%), com valor energético de 293,3 Kcal/100g. Embora o produto tenha apresentado atividade de água elevada (0,969), seu pH baixo (4,3) e alta acidez (3,5%), resultantes da adição de ácido lático, proporcionam condições satisfatórias para o armazenamento à temperatura ambiente. Os parâmetros da cor (L*= 65,2; a*= 4,1; b*= 36,9; C*= 37,2; H*= 83,6) situaram-se dentro dos valores esperados. A firmeza foi de 1,1 N, valor que permite uma boa espalhabilidade da pasta. Diante dos resultados obtidos, concluiu-se que a pasta de pequi apresenta boas propriedades nutricionais e características tecnológicas promissoras para um produto de alta qualidade.