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INFLUÊNCIA DA TORREFAÇÃO DE GRÃOS DE CAFÉ (Coffea canephora), SOBRE COMPOSTOS BIOATIVOS E CRESCIMENTO DE LINHAGEM TUMORAL DE PRÓSTATA

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O café é uma das bebidas mais antigas, mais consumidas no mundo e uma importante fonte de ácidos clorogênicos na dieta. Durante a torrefação do café, esses compostos com função bioativa, podem ser transformados e degradados quando submetidos à temperatura elevada. Dessa forma, esse estudo teve como objetivo avaliar o efeito do processamento de torra nos grãos de café na atividade antioxidante e antiproliferativa de células cancerosas de próstata humana. Os grãos de café robusta foram selecionados, os grãos verdes (SV) foram moídos em moedor analítico, os grãos das torras: clara (SC), média (SM) e escura (SE) foram torrados em torrador Gene Café®. Após os grãos torrados atingirem temperatura ambiente, foram moídos em moedor caseiro e em seguida em moedor analítico. As amostras foram peneiradas (710 μm) e extraídas em água quente e Ultrassom. Para a obtenção do pó de extrato de café, o conteúdo da extração foi centrifugado, retirado o sobrenadante e seco em Spray Dryer. Foram realizadas análises de DPPH, ABTS, FRAP, compostos fenólicos totais, viabilidade celular e apoptose. A linhagem celular de tumor de próstata (DU-145) foi cultivada sob condições ideais e analisadas 24 horas após tratamento com extratos de café (25-5000μg/mL). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias comparadas através do teste de Tukey (p<0,05), utilizando- se o programa GraphPad Prism 5. Os resultados obtidos mostraram que os extratos de café verde e torra clara, apresentaram o maior potencial antioxidante e conteúdo de compostos fenólicos totais quando comparados aos grupos de torras mais escuras. Nas análises antioxidantes as amostras SV e SC apresentaram 80 e 81% de redução do radical DPPH, respectivamente. SC apresentou 129,16 mmol de trolox/100g em ABTS e em FRAP 392,28 μmol de Fe +2 /100g, com mais elevado potencial. Na análise de MTT, as quantidades mínimas de amostra (μg/mL) para reduzir 50% das células tumorais (IC 50 ) foram de 5,19 (SV), 6,33 (SC), 7,48 (SM) e 7,32 (SE). No ensaio de apoptose, os extratos promoveram a redução de células viáveis e aumento das células em apoptose, sendo os maiores aumentos relativos ao controle (7,89 e 10,96) obtidos com a concentração de 5000μg/mL nos extratos de café verde e no café de torra clara, respectivamente. Sendo assim, os dados indicam que os compostos presentes nas amostras de café verde e de torra clara são os com maior potencial para reduzir a proliferação celular e interferir nos mecanismos de morte de células tumorais.