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Neste estudo, comparamos a evolução do processo de autoria entre a Idade Média e o Renascimento com as novas lógicas da contemporaneidade por meio do uso das inteligências artificiais. Na era medieval, segundo Huizinga, a arte brotava do coração coletivo em um ateliê, como um fruto da colaboração. Com o tempo, a autoria passou a ser vista como a expressão singular de um indivíduo, um conceito questionado por pensadores como Roland Barthes e Michel Foucault, que veem a autoria não apenas como expressão individual, mas como um processo dialógico entre construção social e cultural. Ao adentrarmos o território da Inteligência Artificial Generativa (IAG), a autoria se torna uma discussão ainda mais complexa: o autor da obra é o usuário que insere o comando na plataforma, ou a IAG que gera o texto? O estudo sugere que a autoria, neste contexto, é uma função do processo e não do produto, e a obra é o resultado de um esforço conjunto.
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