Ecos do passado: processos de autoria na era da Inteligência Artificial

Vol.1 2023 - 165088
9º Encontro de Grupos de Trabalho de Pós-Graduação / 9th Meeting of Postgraduate WG / 9ª Reunión de GT de Posgrad
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Resumo

Neste estudo, comparamos a evolução do processo de autoria entre a Idade Média e o Renascimento com as novas lógicas da contemporaneidade por meio do uso das inteligências artificiais. Na era medieval, segundo Huizinga, a arte brotava do coração coletivo em um ateliê, como um fruto da colaboração. Com o tempo, a autoria passou a ser vista como a expressão singular de um indivíduo, um conceito questionado por pensadores como Roland Barthes e Michel Foucault, que veem a autoria não apenas como expressão individual, mas como um processo dialógico entre construção social e cultural. Ao adentrarmos o território da Inteligência Artificial Generativa (IAG), a autoria se torna uma discussão ainda mais complexa: o autor da obra é o usuário que insere o comando na plataforma, ou a IAG que gera o texto? O estudo sugere que a autoria, neste contexto, é uma função do processo e não do produto, e a obra é o resultado de um esforço conjunto.

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Instituições
  • 1 ESPM - Escola Superior de Propaganda e Marketing
Eixo Temático
  • GT 6 – CONSUMO, LITERATURA E ESTÉTICAS MIDIÁTICAS
Palavras-chave
comunicacao; Consumo; ChatGPT; Inteligência Artificial; Autoria