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A caracterização físico-química de polpas é essencial para verificar identidade e estabilidade, estas avaliações influenciam a conservação e a percepção sensorial. O trabalho objetivou avaliar a qualidade físico-química de três marcas comerciais (A, B e C) de polpas de graviola (G), maracujá (M), umbu (U) e cajá (C). Foram avaliadas 12 amostras associadas marca/sabor, com 4 repetições de 100 g. Avaliou-se pH, acidez titulável (AT), sólidos solúveis (SS), relação SS/AT açúcares redutores em glicose (AR), açúcares não redutores (ANR) e açúcares solúveis totais (AST). O delineamento foi o inteiramente casualizado. Ocorreu variação relevante entre marcas/sabores. O maior pH ocorreu na amostra AG (3,82), enquanto o menor foi registrado em AU (2,77). A amostra BG apresentou os maiores teores de SS (11,93, %), AR (7,34 g.100g-1) e AST (7,27 g.100g-1), além da maior relação SS/AT (24,51), indicando maior concentração de sólidos e açúcares. Em contrapartida, a amostra CM apresentou a maior AT (2,92 g 100 g⁻¹ de ác. cítrico) e o menor SS/AT (2,86), caracterizando perfil mais ácido e menor equilíbrio sensorial. Os valores da polpa de cajá (pH, 2,81 a 3,00; SS, 5,73 a 7,07 %), foram próximos aos relatos para polpas dessa fruta. As oscilações observadas refletem interferências do estádio de maturação, diferenças de cultivo e falhas de padronização no processamento industrial. As polpas apresentaram divergências físico-químicas significativas entre as marcas comercializadas. A amostra BG sobressaiu-se pelo equilíbrio (SS/AT), enquanto a CM evidenciou alta acidez, reforçando a necessidade de rigor na padronização dos Padrões de Identidade e Qualidade.
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