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O Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, e esse elevado volume de produção faz alguns resíduos, antes desconsiderados, passarem a representar um volume considerável que pode ser aproveitado na obtenção de subprodutos. A extração de compostos das folhas destas plantas é uma das maneiras de obter subprodutos desta cadeia produtiva, como os derivados da poda das arvores. Porém, as técnicas de extração podem apresentar elevado impacto ambiental, com isso a utilização de novos sistemas de solventes se tornou algo desejável. Este trabalho avaliou o teor de compostos fenólicos totais (CFT) em extrato de folhas de laranjeira (Citrus × sinensis) e goiabeira (Psidium guajava), produzidos com o solvente eutetico profundo (DES) 1 (clorofórmio e ácido oxálico) e o DES 2 (clorofórmio, água e glicerol), separadamente, nas concentrações de 10, 20 e 30 % (m/m), com o objetivo de obter extratos ricos em CFT. A concentração dos diferentes DES foi o principal parâmetro, visto que amostras da mesma planta, na mesma concentração de DES, não apresentaram diferença. A maior capacidade de extração foi obtida em concentrações de 30 % (m/m). Entre as plantas, foi observado a maior presença de compostos fenólicos nas amostras de folhas de laranja com 30 %, com 727,27 ±35,58 e 768,33 ± 46,69 mg equivalente de ácido gálico (EAG) g-1, dos DES 1 e 2, respectivamente. As folhas de goiabeira resultaram em 465,37 ± 28,86 e 430,09 ± 45,83 mg EAG g-1, respectivamente, quando se utilizou 30 % de cada DES. Essa diferença entre as plantas pode ser explicada pelas diferenças de composição intrínsecas entre essas espécies, que são de famílias diferentes. Assim, os dois sistemas de solvente podem ser aplicados para a extração de compostos fenólicos destas plantas, e concentrações mais elevadas resultam em uma maior capacidade de extração.
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