Formulações biopoliméricas têm sido amplamente exploradas quanto às suas propriedades devido à proposta sustentável destas matérias-primas. No entanto, para que a implementação destas formulações na indústria de filmes plásticos seja de fato viável, requerem-se resultados iguais ou superiores em propriedades funcionais aos plásticos convencionais disponíveis no mercado. Analisou-se com base nestes fundamentos as formulações desenvolvidas com o polissacarídeo agar (2% m/v), sorbitol (1% m/v), Spirulina maxima (0%, 1%, 3%, 5% e 10% m/m de Ágar) e ácido acético (0,1% m/v) obtidas pela metodologia casting e secas em estufa (24 ± 3 horas; 34 ± 5 °C) com circulação de ar, quanto a permeabilidade ao vapor de água (PVA), solubilidade e conservação de frutos. O ensaio de PVA foi feito segundo a norma ASTM UNE 92226 EXP de forma adaptada, onde frascos contendo água destiladas foram analisados quanto a perda de massa. Os resultados indicaram que a adição de carga de Spirulina proporcionou inicialmente a diminuição sucessiva da propriedade nas concentrações 1%, 3% e 5%, havendo, porém, um resultado contra intuitivo na concentração de 10% que apresentou aumento significativo da permeabilidade (0,18 ± 0,000658 gmm/diam2KPa), recuperando o valor inicialmente visto na formulação controle (0,18 ± 0,000349 gmm/diam2KPa). O plástico convencional avaliado apresentou valor inferior (0,09 ± 0,001094 gmm/diam2KPa). Por ser uma propriedade relacionada à conservação de frutos, de modo que quanto maior a permeabilidade ao vapor menor será a perda de massa do alimento, testou-se os biofilmes produzidos como embalagens na conservação de bananas de acordo com a metodologia descrita por Park et al (2023). Como resultados, todas as formulações avaliadas apresentaram perda de massa semelhante à embalagem utilizando filme poli(cloreto de vilina), concluindo-se que as formulações desenvolvidas atingem propriedades de barreira semelhantes ao plástico convencional, além de apresentarem grande vantagem ecológica.