IDENTIFICAÇÃO DE HÁBITOS DE COMPRA, CONSUMO E PREPARO DE PRODUTOS ISENTOS DE GLÚTEN DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pôster
  • Eixo temático: Ciências Sensoriais e Perfil do Consumidor (CS)
  • Palavras chaves: Perfil do consumidor; Dieta sem glúten; Coronavirus;
  • 1 Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos / Centro de Ciências Agrárias / Universidade Federal de Santa Catarina
  • 2 Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos / Centro Tecnológico / Universidade Federal de Santa Catarina
  • 3 Laboratório de Propriedades Físicas de Alimentos / Departamento de Engenharia Química e Engenharia de Alimentos / Universidade Federal de Santa Catarina
  • 4 Departamento de Nutrição / Universidade Federal de Santa Catarina

IDENTIFICAÇÃO DE HÁBITOS DE COMPRA, CONSUMO E PREPARO DE PRODUTOS ISENTOS DE GLÚTEN DURANTE A PANDEMIA DE COVID-19

Carolina dos Passos Teixeira

Universidade Federal Fluminense (UFF)

Resumo

A pandemia de COVID-19 acentuou a busca por alimentos saudáveis, para auxiliar no fortalecimento do sistema imunológico, inclusive para pessoas com restrições alimentares. Neste trabalho, realizou-se uma pesquisa virtual para definir os motivos de os consumidores brasileiros seguirem uma dieta isenta de glúten, e para identificar mudanças nos hábitos de consumo, preparo e compra de produtos que não contêm este conjunto de proteínas, durante a pandemia. O público-alvo foi consumidores de alimentos sem glúten, maiores de 18 anos e residentes no Brasil. A pesquisa foi aplicada através de questionário elaborado na plataforma Google Forms, com divulgação por e-mail e redes sociais, inclusive para instituições de ensino e Associações de Celíacos do Brasil. Foram consideradas as respostas de 224 pessoas que concordaram em participar da pesquisa após a leitura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, e responderam todas as questões. Os participantes eram predominantemente mulheres (84,4%); tinham idade entre 18 e 29 anos (37,1%); tinham pós-graduação completa ou em andamento (41,5%); eram residentes principalmente no Paraná (36,2%) e em Santa Catarina (32,6%); recebiam até 3 (28,1%) e de 4 a 6 salários mínimos (27,7%). Os motivos para os respondentes seguirem uma dieta sem glúten foram doença celíaca (52,2%), por opção (26,3%), sensibilidade ao glúten (18,3%) e alergia ao trigo (3,1%). A maioria dos participantes (51,8%) relatou não ter alterado os hábitos alimentares durante a pandemia. Dentre os respondentes que modificaram os hábitos neste período, a principal mudança foi o aumento do preparo de alimentos em casa (88,0%), seguido da priorização no consumo de alimentos que aumentam a imunidade (25,9%) ou com maior valor nutricional (24,1%), evidenciando a importância de ofertar opções que atendam essas necessidades. Os resultados denotam a importância da saudabilidade para este público-alvo e sugerem a oportunidade de desenvolvimento de produtos que aliem praticidade e alto valor nutricional.

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