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A recuperação de resíduos agroindustriais é uma opção viável para agregar valor nutricional aos alimentos, utilizando assim partes de frutas que são em geral descartadas após o processamento. O resíduo da acerola é rico em compostos bioativos e, por esse motivo, pode ser utilizado para elaboração de alimentos funcionais. O objetivo desse trabalho foi estudar a composição nutricional e o teor de carotenóides da farinha do resíduo da acerola. Para a elaboração da farinha, as acerolas foram sanitizadas a 100 ppm com hipoclorito de sódio por dez minutos e enxaguados em água corrente. Em seguida, as frutas foram trituradas em liquidificador industrial e a polpa separada do resíduo. A farinha do resíduo da acerola (FRA) foi obtida a partir da desidratação em estufa com circulação de ar a 60 ºC por 15 horas. As análises físico-químicas realizadas foram: umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, carboidratos, valor calórico, carotenóides totais e vitamina C. Foram obtidos os seguintes resultados: umidade: 9,76 ± 0,09, resíduo mineral fixo: 3,58 ± 0,04; lipídeos: 2,80 ± 0,35; proteínas: 8,24 ± 0,26; carboidratos: 75,54 ± 0,86; valor calórico: 360,63 Kcal/100 g; carotenóides totais: 248 µg /g e vitamina C: 188,17 mg/100 g. A farinha do resíduo da acerola se apresentou de acordo com os padrões de identidade estabelecidos pela legislação vigente. A farinha obtida apresenta propriedades nutricionais e bioativas significativas mesmo após o processo de desidratação do resíduo e, dessa forma, contribui para elaboração de alimentos inovadores e benéficos ao consumidor.
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