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O feijão-mungo (Vigna radiata L.) é um grão com alto valor agregado, principalmente pela sua destinação para a produção de moyashi, no entanto, o comportamento desses grãos durante o período de armazenamento ainda não é totalmente elucidado. O objetivo desse estudo foi avaliar os efeitos do tempo e da temperatura de armazenamento sobre a quebra técnica e o teor de sólidos lixiviados em grãos de feijão-mungo. Os grãos foram produzidos na cidade de Panambi/RS, colhidos manualmente e secos a sombra até a umidade de 13%, em seguida foram acondicionados em sacos de polietileno de baixa densidade e armazenados nas temperaturas de 15, 25 e 35 ºC, durante 6 meses. A cada 2 meses de armazenamento foram coletadas amostras para análise do peso de mil grãos, para se determinar a quebra técnica, e análise de sólidos lixiviados. Após 6 meses de armazenamento observou-se uma quebra técnica, respectivamente, de 2,7 e 3,5% para grãos armazenados nas temperaturas de 25 e 35 °C. Para os sólidos lixiviados observa-se aumento de 21,1 e 46,2%, respectivamente, nas temperaturas de 25 e 35 °C, após 6 meses de armazenamento. Nos grãos armazenados a 15 °C não são observadas alterações significativas (p≥0,05) na quebra técnica e no teor de sólidos lixiviados. As temperaturas elevadas (25 e 35 °C) durante o armazenamento proporcionam o aumento da taxa respiratória dos grãos, consumindo suas reservas energéticas e aumentando a quebra técnica, além de proporcionar uma série de reações químicas e enzimáticas no interior dos grãos que rompem sua estrutura celular, aumentando o teor de sólidos lixiviados. Portanto, a utilização de temperaturas de 15 °C reduz a quebra técnica, o que representa ganho econômico para o armazenista e mantém a integridade celular no interior dos grãos.
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