UTILIZAÇÃO DE PELE DE TILÁPIA PARA A PRODUÇÃO DE HIDROLISADOS PROTEICOS
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a produção de tilápia atingiu, em 2015, em torno de 219 mil toneladas. A filetagem de tilápia gera cerca de 70% de subprodutos, em que a pele contribui com 10%. Os hidrolisados proteicos apresentam qualidades que os tornam importantes na nutrição animal, principalmente como atrativos alimentares. O objetivo deste trabalho foi preparar hidrolisados a partir da pele de tilápia por via enzimática. A matéria-prima foi adquirida em um frigorífico de Toledo, Paraná. As peles foram congeladas e depois trituradas. Foram utilizadas as enzimas, Alcalase® e Corolase® 7090 e as hidrólises foram realizadas a 65°C, relação enzima:substrato 0,2%, relação água:substrato 20% e tempo de hidrólise de 120 minutos. O pH foi ajustado a 8,0 para a Alcalase® e a 7,0 para a Corolase®. Foi determinada a composição proximal da matéria-prima e dos hidrolisados liofilizados e o grau de hidrólise (GH). O perfil peptídico dos hidrolisados foi avaliado por cromatografia de filtração em gel. A pele apresentou 74,94±1,17% de proteína em base seca e os hidrolisados preparados com Alcalase® um teor proteico de 83,41±1,39% e 10,50±0,96% de GH. Os hidrolisados obtidos com Corolase® tinham 89,66±1,50% de proteína e 3,22±0,02% de GH. Os perfis de distribuição molecular dos dois hidrolisados eram semelhantes apesar do hidrolisado preparado com Alcalase® ter um GH três vezes maior do que o hidrolisado obtido com Corolase®. No entanto, apesar dos hidrolisados apresentarem um baixo GH, os perfis peptídicos evidenciam a presença de peptídios de baixo peso molecular., O aumento do tempo de hidrólise ou a prévia extração do colágeno da pele podem ser alternativas para melhorar a eficiência do processo de hidrólise.