PRODUÇÃO DE BIOFILME A BASE DE RESÍDUOS VEGETAIS
As propriedades funcionais dos filmes biodegradáveis variam de acordo com o biopolímero utilizado como matéria-prima, buscando fontes alternativas para a sua produção tem se estudado a utilização de frutas e hortaliças nesse processo, assim o objetivo deste trabalho foi elaborar um revestimento biodegradável a base de resíduos de vegetais. Os resíduos vegetais foram processados conforme a metodologia descrita por Ferreira et al. (2013), obtendo-se a farinha de resíduos vegetais (FRV), caracterizada em função da granulometria (ANDRADE, 2014); índice de solubilidade em água (ISA), índices de absorção de água (IAA) e óleo (IAO) (ANDERSON, 1982). Os filmes foram produzidos utilizando a técnica de casting, a partir da extração aquosa de 8 % e 10% de farinha (g/g), foram também adicionados 2% de fécula de mandioca para comparações. Caracterizados através da espessura (micrômetro analógico) e solubilidade em água (GONTARD et al., 1994). O valor de 355 μm corresponde ao tamanho de partícula médio da FRV, este relaciona-se à qualidade do produto final. O ISA da FRV foi de 8,16%, e está relacionado à quantidade de sólidos solúveis da amostra seca, permitindo verificar o grau de intensidade do tratamento térmico. O IAA da FRV (4,83 g/g) foi superior ao IAO (2,72 g/g), esta diferença pode estar relacionada à composição da farinha, por ser derivada de vegetais considera-se que possua elevado teor de carboidratos e fibras. Os diferentes filmes obtidos a partir da FRV apresentaram espessura média de 0,209 mm, evidenciando homogeneidade entre eles. A técnica de casting permitiu um controle satisfatório da espessura. Todas as amostras de filmes apresentaram solubilidade acima de 90%. A alta solubilidade pode ser uma vantagem para algumas aplicações, como em situações em que os filmes serão consumidos com um produto semipronto. Este estudo demonstrou a viabilidade da utilização de um material multicomposto e biodegradável para produzir filmes comestíveis.