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O fruto de Eugenia dysenterica é constituído por uma baga globosa-achatada, amarelo-pálida, de 2 a 3 cm de diâmetro, contendo de 1 a 3 sementes brancas e envoltas em uma polpa levemente ácida. Ele pertence ao cerrado brasileiro e é popularmente conhecido como cagaita. Este trabalho tem como objetivo investigar os constituintes voláteis dos frutos de cagaiteiras ocorrentes na região de Prudente de Morais/MG, visando contribuir para posteriores trabalhos sobre melhorias genéticas na espécie. Coletaram-se aleatoriamente 30 frutos inteiros de uma matriz de cagaiteiras no município pertencente ao bioma cerrado, situado no estado de Minas Gerais, na safra 2016. Para realizar as análises utilizou-se a microextração em fase sólida (SPME) no modo headspace e sistema GC-MS com um analisador do tipo íon-trap. Para a microextração foi utilizada a fibra polar PDMS-DVB (Polidimetilsiloxano-divinilbenzeno). Na análise dos compostos voláteis da polpa de cagaita foram encontrados 24 compostos, das seguintes classes terpenoides(32%), ésteres(53%), alcoóis (8%), éteres (2%) e hidrocarboneto(5%). As polpas analisadas apresentaram o éster acetato de 2-pentadecil-1,3-dioxolano-4-metanol como produto majoritário, ocupando uma área de 41%. Pode-se verificar a presença de monoterpenos nos frutos de cagaita, sendo que eles possuem propriedades fisiológicas para as plantas na proteção contra predadores e na atração de polinizadores. Vários terpenóides são utilizados na medicina devido as suas ações farmacológicas cardiovasculares, anestésica local, antiinflamatória e anti-séptica. Dessa forma, torna-se extremamente importante investigar os compostos voláteis nesta região.