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ANÁLISES MICROBIOLÓGICAS DE UM DOCE TIPO PAÇOCA ELABORADO COM FARINHA DESENGORDURADA DA CASTANHA-DO-BRASIL (Bertholletia excelsa H.B.K) COMERCIALIZADO NO MATO GROSSO

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A castanha-do-Brasil é muito utilizada devido às suas qualidades nutricionais por possuir proteínas e nutrientes como o ácido fólico, vitamina E, e selênio, é importante no enriquecimento de produtos nas indústrias alimentícias. O presente trabalho teve como objetivo realizar análises microbiológicas de um doce tipo paçoca elaborado com a farinha desengordura da castanha-do-Brasil (torta). O doce foi adquirido em uma associação localizada em Juruena, Mato Grosso e possui em sua formulação a farinha desengordurada de castanha-do-Brasil, açúcar refinado e sal. A farinha foi obtida a partir da extração do óleo por prensagem da amêndoa. Foram realizadas análises em duplicata para contagem de bolores e leveduras, Salmonella sp. e bactérias coliformes (35ºC, 45ºC e E. coli), e utilizadas placas contendo substratos enzimáticos cromogênicos da Compact Dry®, o resultado foi expresso UFC/g. As análises foram realizadas pelo plano de amostragem de duas classes, separando o produto aceitável do inaceitável e interpretados segundo a Resolução RDC 12 de 2001. Não foram encontrados resultados positivos para bactérias do tipo coliformes e Salmonella sp. Para análise de bolores e leveduras foram realizadas contagens positivas com valores de 1,5x102 UFC/. Mesmo os resultados estando dentro dos parâmetros da legislação faz-se necessário controle para bolores e leveduras, visto que muitos bolores são produtores de micotoxinas. Microrganismos indicadores quando presentes em um alimento podem fornecer informações sobre a ocorrência de contaminação, sobre a provável presença de patógenos ou sobre a deterioração potencial do alimento, além de poderem indicar condições sanitárias inadequadas durante o processamento, produção ou armazenamento. Pode ser verificado no trabalho que não houve contaminação de microrganismos patogênicos o que comprometeria a qualidade do produto. Conclui-se que o doce tipo paçoca elaborada com farinha desengordurada da castanha-do-Brasil não apresentou microrganismos patogênicos estando apto ao consumo humano.