A UTILIZAÇÃO DA CONDUTIVIDADE ELÉTRICA COMO TRATAMENTO MICROBIOLÓGICO DO LEITE
A aplicação de campos elétricos (CE) se destaca como uma promissora tecnologia para substituir o tratamento térmico convencional. Essa tecnologia, consiste em submeter o alimento a um campo elétrico de alta intensidade, pulsos elétricos de curta duração e repetidos. Desta maneira, o alimento sofre uma “pasteurização” não térmica, devido ao efeito Joule provocada pelo aquecimento ôhmico. O presente estudo almejou a aplicação de campos elétricos (1,5V, 3,6V e 4,8V) sobre um alimento (leite integral) intencionalmente contaminado com Escherichia coli, e Coliformes 35º. Os resultados microbiológicos (Coliformes 35ºC e E.coli) apontados para as três amostras submetidas aos tratamentos com CE de 1,5V, 3,6V e 4,8V no tempo de 0 minuto, expressaram a contagem inicial de 110NMP/mL de micro-organismos obtidos através da contaminação intencional. Pode-se observar que grande parte das amostras após os seus respectivos tratamentos, não apresentaram variação nos resultados conforme comparados aos valores iniciais. Entretanto, as amostras que fizeram o uso da CE de 1,5V e 3,6v com o intervalo de tempo de 1minuto como tratamento, apontaram resultados expressivos e satisfatórios. Sendo assim, a amostra com corrente elétrica de 1,5V no intervalo de 1minuto reduziu a carga microbiana patógena de 110NMP/mL para 3,6NMP/mL e a amostra sob corrente elétrica de 3,6V também no intervalo de 1 minuto, apresentou uma variação de 110NMP/mL para 24NMP/ml. De acordo com a legislação brasileira para leite, os resultados obtidos indicam que não atendem os parâmetros, porém como houve a redução da microbiota, sugere-se que haja estudos futuros sobre a aplicação de CE no leite para observar a sua eficiência, pois a utilização de CE é um processo que destrói micro-organismos deteriorantes e patogênicos, pois a exposição de uma célula biológica a um campo elétrico pulsado de alta intensidade conduz a um fenômeno de permeabilização da membrana, caracterizado pela instabilidade na bicamada lipídica e proteica.