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SECAGEM INTERMITENTE DE MAÇÃS FUJI EM FATIAS

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Para reduzir os custos energéticos de secagem convectiva de alimentos, uma alternativa é a aplicação da intermitência térmica. Durante os períodos iniciais de secagem, enquanto a superfície do alimento ainda está saturada, sua temperatura será inferior à do ar de secagem. Em função disso, as secagens podem ser iniciadas em temperaturas altas e finalizadas em temperaturas mais brandas. O objetivo desse trabalho foi determinar o tempo de aplicação de uma temperatura alta secagem (95°C) seguido de uma temperatura baixa (60°C) e avaliar seus efeitos sobre o tempo total de secagem. Para a determinação do tempo deste primeiro período, monitorou-se a superfície das maçãs com nove termopares durante as secagens (triplicata) a 95ºC. Em 45 minutos, a temperatura da superfície das maçãs não excedeu 60 ºC, temperatura selecionada para a secagem controle. Para comparar os métodos de secagem, realizaram-se (duplicata) secagens a 60ºC (controle) e secagens intermitentes, cuja primeira etapa foi a 95°C por 45 minutos e a segunda, a 60°C até massa constante. As maçãs foram higienizadas, fatiadas (espessura=5 mm) e imersas em água destilada (5 minutos). Os dados foram analisados utilizando-se a segunda Lei de Fick, aplicada para uma placa infinita com doze termos, considerando o encolhimento como uma função da umidade. A umidade inicial e final das maçãs foi de 85,00% ± 0,41 e 5,04% ± 0,29 (base úmida), respectivamente. A secagem controle durou 475 minutos ± 7,07 apresentando coeficiente efetivo de difusão de 1,326x10-6 cm²/s ± 3,012x10-8. A secagem intermitente durou 345 minutos ± 14,14, apresentando difusividade superior à do controle, 2,66x10-6 cm²/s ± 1,38x10-8, visto que a alta temperatura ocasionou maior evaporação no período de taxa constante. Além disso, observou-se uma redução do tempo de secagem de 130 minutos, concluindo-se que a secagem intermitente é uma alternativa promissora para economia energética durante a secagem de maçãs.