QUALIDADE MICROBIOLÓGICA DE VEGETAIS MINIMAMENTE PROCESSADOS SERVIDOS EM REDES DE FAST-FOOD E EM UNIDADES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NAS CIDADES DE LIMEIRA E CAMPINAS/SP
Vegetais minimamente processados (VMP) estão comercialmente disponíveis há mais de vinte anos no Brasil. Embora seu custo seja elevado existe uma compensação econômica pela menor demanda de tempo e mão-de-obra para lavagem e sanitização fazendo com que alguns estabelecimentos alimentícios optem por sua aquisição. Porém, não deve ser negligenciado o fato de que os VMPs possam representar um risco maior do ponto de vista de segurança dos alimentos, pois não são consumidos no seu local de preparo, nem logo após seu processamento, como ocorre com as hortaliças in natura. O presente estudo buscou determinar a presença de contaminantes microbiológicos em 19 amostras de VMPs obtidas de restaurantes e redes de fast-food nas cidades de Limeira e Campinas – SP. Os vegetais coletados foram: alface americana (Lactuca sativa, variedade Delícia), alface crespa (Lactuca sativa variedade Grand Rapids), alface lisa (Lactuca sativa, variedade Babá), mix de alfaces crespa e americana, escarola (Cichorium endivia), rúcula (Eruca sativa), repolho (Brassica oleracea variedade Capitata) e salsa (Petroselinum crispum). Foram realizadas contagens de aeróbios mesófilos totais, coliformes à 35°C e 45°C, E.coli e determinação da presença de Salmonella para verificar a adequação destes produtos com os parâmetros descritos na legislação vigente. As contagens médias de aeróbios mesófilos totais ficaram na faixa de 5,8 até 6,8 log UFC g-¹ para as amostras de alface americana, crespa e lisa, mix de alfaces crespa e americana, escarola, rúcula e repolho, enquanto que a amostra de salsa apresentou valor de 10,4 log UFC g-¹. Para o grupo dos coliformes a salsa apresentou contagem de 5 log NMP g-¹ tanto para coliformes a 35°C como para coliformes a 45°C. Não foi confirmada a presença de E. coli ou Salmonella para nenhuma das amostras.