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PESQUISA DE Enterobacteriaceae EM PRODUTOS DE AMENDOIM

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Por apresentar alto valor nutricional, o amendoim é apreciado na forma in natura e processado. Devido aos recentes surtos, o amendoim passou a ser estudado como veículo de contaminação de Salmonella. O objetivo deste trabalho foi analisar a presença de enterobactérias totais, coliformes totais, Escherichia coli e Salmonella em matéria-prima e produto final a base de amendoim. Foram coletadas 30 amostras de matéria-prima de amendoim (cru, blancheado e torrado) e 60 amostras de derivados processados (paçoca, pé-de-moleque, pé-de-moça, drageado doce e drageado salgado) em três indústrias localizadas no Estado de São Paulo. Para contagem total de enterobactérias utilizou-se ágar VRBG. Coliformes e E. coli foram determinados em petrifilm. O sistema mini-Vidas (Biomerieux) foi utilizado para pesquisa de Salmonella. As amostras também foram analisadas quanto a atividade de água (aw) e pH. Nas matérias-primas, o pH variou de 5,6 a 7,2 e a aw de 0,15 a 0,71. Os produtos processados apresentaram valores de 5,14 a 6,85 e 0,20 a 0,77 para pH e aw, respectivamente. Não foi detectada a presença de Salmonella e E. coli em nenhuma das amostras. Entretanto, em seis (20 %) das 30 amostras de amendoim analisadas foram detectadas enterobactérias, com contagens de <1,00 a 3,62 log UFC/g. Três (10 %) amostras apresentaram coliformes totais com contagem máxima de 2,90 log UFC/g. Com relação aos produtos processados, nove (15 %) das 60 amostras apresentaram enterobactérias com contagens entre <1,00 e 1,65 log UFC/g e apenas uma amostra apresentou coliformes totais (1,30 log UFC/g). Apesar da ausência de Salmonella, a presença de microrganismos indicadores em 17 % das amostras demonstra a importância da utilização de matéria-prima de qualidade e de boas práticas de fabricação para a obtenção de um produto final seguro para o consumidor.