INFLUÊNCIA DO TIPO E GRAU DE HIDRATAÇÃO DE SOLVENTES ALCOÓLICOS NO RENDIMENTO DE EXTRAÇÃO DE ÓLEO DE TORTA DE AMÊNDOAS DE BARU
Embora o hexano seja o solvente mais utilizado industrialmente na extração de óleos vegetais, este possui como principais desvantagens sua origem fóssil, alta inflamabilidade e toxicidade. Desta maneira, este trabalho propõe a utilização de solventes alcoólicos que preconizam o conceito da “Química Verde”, por serem menos poluentes e por apresentarem miscibilidade parcial com o óleo, despendendo menor quantidade de energia na etapa de recuperação para posterior reutilização no processo. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência do tipo e grau de hidratação de solventes alcoólicos (etanol e isopropanol) na capacidade de extração de óleo de torta de amêndoas de baru, sob diferentes temperaturas. A matéria-prima, torta de amêndoas de baru, originária da prensagem mecânica das amêndoas de baru (Flora do Cerrado Ltda) foi utilizada nos experimentos de extração, numa razão mássica sólido: solvente de 1:4, com etanol (absoluto e azeotrópico, Et0 e Et6) e isopropanol (IPA0 e IPA12), nas temperaturas de 60 a 90 °C, em extrator com monitoramento de temperatura, agitação e pressão. O rendimento de extração de óleo foi obtido da relação entre o teor de óleo contido na matéria-prima e o teor residual na fase rafinado. Estatisticamente observou-se que o IPA12 possibilitou os maiores rendimentos de extração de óleo (93,34 %), independentemente da temperatura. Já o Et6 apresentou os menores rendimentos para as temperaturas de 60 e 70 °C, igualando a 80 e superando a 90°C, quando comparado com o Et0. Em se tratando da temperatura de 90 °C observa-se que há uma equiparação do desempenho dos solventes em grau absoluto e, também, entre os de grau azeotrópico. Este comportamento pode estar relacionado com a equiparação de eficiência no processo de difusão do solvente e da transferência de massa para extração de óleo, sobrepondo a influência da diferença de polaridade entre os solventes.