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Comportamento reológico de soluções biopoliméricas adicionadas de frutooligossacarídeos submetidas a altas deformações

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A associação de polissacarídeos para uso em alimentos tem gerado grande interesse. Para formação de géis de biopolímeros, se torna importante o conhecimento das características físico-químicas e interações moleculares entre os componentes da mistura, que influenciam fortemente as características reológicas. Frutooligossacarídeos (FOS) são oligossacarídeos naturais, considerados fibras dietéticas e sua adição em sistemas poliméricos pode levar a modificações estruturais dos géis, por apresentarem baixo grau de polimerização, o que pode acarretar competição por água. Este estudo teve como objetivo avaliar o comportamento reológico de soluções contendo alginato, gelatina e FOS, com a finalidade de compreender o comportamento dessas soluções, assegurando estabilidade em processos que envolvem altas taxas de cisalhamento. Para o preparo dos sistemas, solução de gelatina (1,5% m/v) foi preparada a 45°C sob agitação magnética e resfriada até 25°C antes da adição de alginato (1% m/v) e de FOS, em concentrações de 1 a 5% (m/v). As soluções biopolíméricas foram avaliadas em reômetro de tensão controlada, empregando taxas de deformação entre 0,01 a 1000 s-1. Observou-se que a associação de alginato e gelatina proporcionou características pseudoplásticas mais pronunciadas, quando comparado às soluções biopoliméricas isoladas. Adicionalmente, a incorporação de FOS em concentrações de 1, 2, 4 e 5% aos sistemas biopoliméricos, resultou em pequenos aumentos de viscosidade com diminuição no índice de comportamento (n). A formulação com 3% de FOS, apresentou maior índice de consistência (k=17,12 Pa.s^n) e menor n (0,39), sendo a solução com maior viscosidade (visc100=1,05 Pa.s). Verificou-se que o FOS atua em sinergia com os agentes gelificantes. Estes resultados podem estar relacionados com o tipo de ligação entre as cadeias de alginato e FOS, que se unem por ligações de hidrogênio. A adição de 3% de FOS promoveu a formação de um sistema com maior equilíbrio aquoso e maior interação molecular.