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Avaliação do uso de isopropanol absoluto e azeotrópico como solventes de extração de óleo de gérmen de milho

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Tradicionalmente o óleo de milho é extraído do gérmen através de operações de separação do gérmen das outras partes do grão, extrusão, pré-prensagem e extração com hexano. No entanto, este solvente representa um perigo para a segurança ocupacional, pela sua alta inflamabilidade e toxicidade. No presente estudo objetivou-se a avaliação do isopropanol (IPA) como solvente alternativo ao hexano na extração de óleo de milho, por ser menos inflamável e menos tóxico. A matéria-prima, gérmen de milho em pellets, com teor de lipídios de 12,1 ± 0,1% em base seca e umidade de 11,3 ± 0,5%, foi submetida a experimentos de extração (Marconi MA 483/EC2) em um estágio de contato com isopropanol absoluto (IPA0, 0,14 ± 0,07% em massa de água) e azeotrópico (IPA 12, 12,08 ± 0,00% em massa de água) nas temperaturas de 50 a 80°C. Os resultados mostraram que o rendimento de extração de óleo foi influenciado pelo grau de hidratação do solvente e pela temperatura, sendo que o aumento desta última variável impactou significativamente no rendimento de ambos os solventes (a 80°C os rendimentos foram superiores a 80%). O índice de retenção (IR) de solução que fica aderida as fibras (kg solução/kg fibras) foi impactado pelo grau de hidratação do solvente, assim com IPA12 foram obtidos maiores IR (entre 0,54 e 0,58), o que pode implicar maior gasto energético na etapa de dessolventização do material desengordurado com este solvente. A transferência de água da matéria-prima para o solvente não depende da temperatura, mas é influenciada pela umidade contida no sólido e o teor de água no solvente, observando-se desidratação do IPA12 e hidratação do IPA0. A partir destes resultados, pode-se inferir que a substituição do hexano por IPA0 é viável tecnicamente, uma vez que foram obtidos ótimos rendimentos de extração de óleo e menores valores de IR.