Aspecto visual de filmes comestíveis para aplicação em frutos
O desenvolvimento de filmes comestíveis biodegradáveis tem sido estudado, principalmente por possuírem propriedades de barreira, podendo apresentar efeito bactericida e conservante e, ainda, serem construídos por materiais de baixo custo, ampla disponibilidade e de baixo impacto ambiental. Embora atributos de qualidade sejam importantes em biofilmes, dá-se uma ênfase especial às características visuais dos mesmos. Este trabalho teve como objetivo comparar os aspectos visuais de biofilmes obtidos a partir de diferentes condições de elaboração. Os reagentes e equipamentos utilizados para elaboração dos filmes foram: quitosana de médio peso molecular; polpa de maracujá; cloreto de cálcio anidro; agitadores magnéticos e vidrarias adequadas. Os tempos de agitação, ordem de adição e concentração dos componentes foram modificados de acordo com o tratamento. Os biofilmes eram compostos por solução aquosa de polpa de maracujá - mar filtrada (10%); quitosana - quit (1%) e CaCl2 (2%), sendo os tratamentos: T1 (mar +quit + CaCl2 2% com 5h totais de agitação); T2 (mar +quit + CaCl2 2% com 10h totais de agitação); T3 (mar +quit + CaCl2 2% com 19h totais de agitação). Todos os filmes foram elaborados mediante agitação sem aquecimento, após a adição dos componentes na ordem maracujá, quitosana e CaCl2. T1 resultou em um filme homogêneo, sendo facilmente destacável da superfície em que foi formado; T2 resultou também em um filme bastante homogêneo, sendo destacável e com aspecto brilhoso; e T3 resultou em um filme todo descontínuo, com aspecto brilhoso por cima. Os resultados indicaram que o maior tempo de agitação (19 h totais) não foram benéficas para a formação de um filme íntegro com boa aparência. Os filme T1 e T2 foram semelhantes visualmente, sendo necessários testes mais específicos da superfície do filme (MEV, solubilidade em água, dentre outros) para se selecionar o melhor filme, a ser aplicado em frutos e/ou outros alimentos.