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ANÁLISE DOS COMPOSTOS VOLÁTEIS DE HANCORNIA SPECIOSA

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A flora do cerrado possui diversas espécies frutíferas com grande potencial de utilização agrícola e tecnológica, as quais são tradicionalmente utilizadas na alimentação pela população local e representam uma fonte de renda para as comunidades da região Os frutos de mangabeira (Hancornia speciosa) apresentam polpa branca agridoce e aromática, podendo ser consumidos in natura, quando madura, ou sob a forma de: sucos, licores, sorvetes, geléias e doces diversos. Objetivo desse trabalho foi determinar os constituintes voláteis da mangaba da região de Montes Claros/MG. Para este estudo coletaram-se aleatoriamente frutos inteiros de uma matriz de mangabeira do bioma Cerrado da safra 2015. Para realizar as análises utilizou-se a polpa do fruto e o método de microextração em fase sólida (SPME) no modo headspace e o sistema GC-MS com um analisador do tipo ion-trap. Para a avaliação dos compostos voláteis foram pesados 2,0 gramas da polpa que foram colocados em frascos de headspace. Para a microextração foi utilizada a fibra semipolar PDMS/DVB (Polidimetilsiloxano-divinilbenzeno). A identificação dos voláteis foi baseada na relação massa-carga (m/z), através de cada espectro de massa. Foram encontrados 14 compostos, dos quais 1 é monoterpeno, 4 ácidos carboxilicos, 3 ésteres, 2 alcoóis, 2 hidrocarbonetos, uma cetona e uma quinona. A polpa analisada apresentou o éster octadecanoato de metila como produto majoritário. Dentre os compostos analisados, pôde-se verificar que a presença de ésteres nos frutos de mangaba, sendo responsáveis por dar um odor característico do fruto e o monoterpeno, que possui propriedades utilizadas na medicina devido as suas ações farmacológicas antiespasmódica, cardiovasculares, anestésica local, antiinflamatória e anti-séptica. Dessa forma, torna-se importante investigar os compostos voláteis da mangaba, nesta região.