DETERMINAÇÃO DA DOSE DO ESTRESSOR Fe2+ EM CÉLULAS DA LEVEDURA Saccharomyces cerevisiae
Estudos recentes tem evidenciado os efeitos tóxicos em seres humanos e animais quando estes são expostos a doses exacerbadas de certos metais, como, ferro, cobre, cádmio e níquel. O ferro é um metal fundamental para a homeostase do organismo, porém quando em excesso, passa a desencadear reações oxidativas danificando estruturas celulares como proteínas, lipídios e ácidos nucléicos. Efeitos deletérios do acúmulo de ferro principalmente a nível cerebral, relacionam-se aos mecanismo de morte celular e na doença de Alzheimer e Parkinson. Pesquisas estão sendo desenvolvidas em larga escala, com uma infinidade de células e organismos modelos, entretanto os mecanismos de toxicidade deste metal ainda não estão devidamente estabelecidos. Em vista disso, objetivou-se verificar a toxicidade do metal ferro na longevidade da levedura Saccharomyces cerevisiae. A levedura Saccharomyces cerevisiae (BW4741) foi obtida da Euroscarf, Frankfurt, Germany e mantida a 4 ºC. Para o cultivo das células de levedura utilizou-se o meio YPD. Os cultivos acrescidos de concentrações crescentes de Fe2+ (100 μM - 500 µM) foram conduzidos em shaker a 28 ºC durante uma hora. Após este período realizou-se a contagem de células viáveis. Os cultivos com as seguintes concentrações de ferro 100 μM, 200 μM, 500 μM apresentaram sobrevivência de 34,5 %, 36,8 % e 34,8 %, respectivamente. Sendo que na concentração de 100 μM observou-se menor percentual de morte celular, comprovando assim a ação estressora do Fe2+, pois este promoveu um percentual de morte superior a 50 %, o que é considerado uma dose citotóxica para as células de levedura.